ETAPA 1: Anamnese Detalhada (Entendendo o seu Histórico Clínico)
A primeira etapa da consulta ocorre de forma conversacional em um ambiente privativo. Como fisioterapeutas especializados, realizamos uma entrevista detalhada para mapear minuciosamente o seu histórico clínico e cirúrgico.
Durante essa entrevista, são avaliados os seguintes pontos:
Histórico cirúrgico e tempo de sonda:
Investigamos a data da cirurgia, a técnica utilizada (robótica, laparoscópica ou aberta) e por quantos dias você permaneceu com a sonda vesical de demora (CVD) — que geralmente é retirada entre 4 e 20 dias pós-operatórios.
Padrão de perda urinária:
Analisamos quando os escapes acontecem (ao tossir, espirrar, mudar de posição ou se há uma urgência súbita).
Histórico de Radioterapia (RT):
É essencial sabermos se você realizou radioterapia complementar pois muitos órgãos como a American Urological Association (AUA) apontam que a radiação pélvica prévia está fortemente correlacionada a quadros de maior gravidade de incontinência devido às alterações cicatriciais dos tecidos.
Função erétil pré e pós-operatória:
Investigamos a sua função sexual de base. A manipulação cirúrgica da próstata inevitavelmente estira ou comprime os delicados feixes neurovasculares que passam adjacentes à glândula, gerando uma condição temporária chamada neuropaxia (uma leve "lesão" nos nervos responsáveis pela ereção).
Hábitos miccionais, ingestão hídrica e rotina laboral:
Mapeamos o seu volume diário de ingestão de líquidos, o consumo de bebidas irritantes vesicais (como café e álcool) e as exigências físicas da sua rotina de trabalho em Alphaville. Utilizando relatórios de ingestão e controle miccional.
Esse cruzamento de dados subjetivos e objetivos é fundamental. A literatura científica demonstra que correlacionar esses parâmetros permite determinar a gravidade exata da lesão esfincteriana e definir as taxas prognósticas de recuperação, de acordo com as principais diretrizes internacionais.